
Olá, tudo bem?
Esta semana aconteceu, mais uma vez, uma coisa que acho muito engraçada: me apresentei a uma pessoa como Consultora de Imagem e Estilo Pessoal, e a pessoa na hora já disse: “ai, que vergonha, nem olhe para minha roupa!”. Como se eu tivesse um olhar raio-x que fosse “fuzilar” se não gostasse da sua aparência. E coisas piores já aconteceram com minhas colegas consultoras, a ponto de uma ficar isolada em uma festa porque as demais convidadas não queriam sentar com ela e serem analisadas. E o pior é que não posso culpá-las.
Não que fiquemos analisando todo mundo que vemos, mas o “problema” é que somos serem visuais. Levamos de 7 a 10 segundos para julgar uma pessoa que estamos vendo apenas pelo modo como ela está vestida. Gostamos ou não da pessoa sem ao menos dar chance da pobre se defender. Mas, claro, também somos julgados. Agora, imagine, quando falo que trabalho na área de Imagem Pessoal! Se minhas roupas, minha imagem, não estiver de acordo com o que a pessoa que está me olhando pensa que uma profissional desta área deva se vestir, ela já vai me julgar negativamente… e, como saber o que ela está pensando?

Até a alguns anos atrás, quando trabalhava somente com Design Gráfico, sofria muito para me vestir. Procurava sempre estar bem arrumada, mas me dava uma insegurança… do tipo: “será que esta roupa não chama muito a atenção?”, “será que estou realmente bem vestida?”, “será que meu cliente não vai ficar com vontade de rir de mim?”, “será que vou passar frio ou calor?”
Minha insegurança era tanta, que se algum colega do trabalho fazia alguma brincadeira – de mal gosto, claro – ficava até com vontade de ir embora para trocar de roupa. Seria tão bom ter um armário na empresa onde pudesse ter opções de emergência…

Só que o problema não era este, o problema era a minha insegurança, a minha baixa autoestima. Não procurei a formação de Consultora de Imagem Pessoal para solucionar o meu problema, mas é claro que me ajudou muito! Não temos que tentar descobrir o que o outro vai pensar de nós, nós é que temos que estar confiantes com as roupas que escolhemos para completar nosso look! E a confiança vem do autoconhecimento, conhecer nossos valores, nossas preferências e nossos objetivos.
E, para fechar, outro acontecimento desta semana que me fez pensar como a boa aparência, coerente e verdadeira, ajuda profissionalmente. O irmão de uma amiga vai passar por uma cirurgia aqui em Curitiba, eles são do interior. O pai deles veio para cá conhecer o médico, e ficou com medo, porque ele estava vestido de forma bem simples e, segundo minha amiga, “usava um barbante para segurar os óculos”! Então ela me escreveu para pedir que eu buscasse informações sobre o médico. E olha que ele é phd e até diretor de hospital! Super competente, mas, na visão dele, deve estar tão ocupado em estudar e atender bem seus pacientes que não se importa com a própria aparência. E aí voltamos ao começo, ele não se importa, mas os outros, infelizmente, sim.
Tão competente, mas está passando a imagem errada. No caso dele, uma pesquisada básica pode comprovar sua experiência. Mas e quem está começando na carreira? Quem está procurando um emprego? Quem está vendendo um produto ou serviço novo e precisa que lhe dêm atenção?
#ficaadica
Beijos
